Código de Ética e Responsabilidade Profissional

O Código de Ética e Responsabilidade Profissional do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros - IBCPF estabelece princípios e regras aplicáveis a todas as pessoas a quem tiver sido autorizado o uso da credencial e certificação do IBCPF e das Marcas CFP™ e Certified Financial Planner™, cabendo à Diretoria do IBCPF determinar a quem será reconhecido o uso das Marcas, bem como, a manutenção desse direito.

A aceitação da autorização acarretará a obrigação de cumprir as ordens e as exigências de todas as leis e regulamentos aplicáveis elencados neste Código, mas não limitado a ele, e de assumir a responsabilidade de agir de maneira ética e profissionalmente responsável em todos os serviços e atividades profissionais em que se envolva.

Para os propósitos deste Código, qualquer pessoa reconhecida e certificada pela diretoria do IBCPF para usar as Marcas será designada como Profissional CFP™ ou Planejador Financeiro. Este Código aplica-se atodos os Profissionais CFP™ envolvidos na prática de planejamento financeiro pessoal, em outras áreas de serviços financeiros, na indústria, em profissões afins, no governo, na educação ou em qualquer outra atividade profissional em que as Marcas sejam usadas no desempenho de suas responsabilidades profissionais.

O Código consiste em duas partes:

Parte I – Princípios

Parte II – Regras

Os Princípios expressam em termos gerais a postura ética profissional esperada dos Profissionais CFP™, que devem perseguí-los em suas atividades profissionais.

Os Princípios, mais do que uma aspiração - constituem as bases de conduta e caráter do Profissional CFP™. Os comentários que acompanham cada Princípio explicam mais detalhadamente os seus significados. Desse modo, as Regras determinam os padrões éticos derivados dos dogmas contidos nos Princípios.

Assim sendo, as Regras clarificam os padrões de conduta ética e responsabilidade profissional que devem ser observados e perseguidos em determinadas situações. As regras aqui definidas se aplicam ao campo de atuação de um Profissional CFP™, e são aplicáveis às atividades afins.

Um Profissional CFP™ deve determinar quais são as suas responsabilidades em cada relacionamento profissional, incluindo, por exemplo, aquelas relacionadas à confidencialidade e confiança que ele possa ter de seus clientes, sendo sua obrigação cumprí-las.

O Código é estruturado de tal forma que a apresentação das Regras seja paralela à apresentação dos Princípios. Por exemplo, as Regras relacionadas ao Princípio 1 – Integridade, são numeradas de 100 a 199, enquanto aquelas Regras relacionadas ao Princípio 2 – Objetividade, são numeradas de 200 a 299.

A adesão a este Código é obrigatória a todos aqueles que pretendam ter o direito de uso das Marcas. A eficácia e atendimento às regras do Código, individualmente e por parte de uma classe de profissionais, dependem do conhecimento e do cumprimento de seus princípios e Regras por parte do Profissional CFP™, da influência sobre seus colegas profissionais, do reconhecimento pela opinião pública da idoneidade do IBCPF, e dos procedimentos disciplinares a serem impostos aos profissionais CPF™ que deixarem de cumprir as respectivas determinações deste Código.

Terminologia Usada Neste Código

“Cliente” significa uma ou mais pessoas, ou entidade que contrata um Profissional CFP™, usuários finais de seus serviços profissionais. Para os fins desta definição, um profissional é contratado quando um indivíduo poderá perseguir objetivo financeiro, em decorrência da razoabilidade das informações ou serviço prestado por este profissional, que fundamentou seus trabalhos em fatos e circunstâncias relevantes, que a ele foram disponibilizados, e que podem ter sido por ele complementados. Quando os serviços do profissional são prestados a uma entidade (Sociedade Anônima, Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada, Fideicomisso ou Entidades Estatais), o cliente é a entidade e/ou indivíduo, usuário final de seus serviços, independente para quem, e/ou através de qual firma trabalhe, ou, ainda, aja por determinação/autorização do, ou como, representante legalmente utorizado.

“Profissional CFP™” significa os profissionais certificados atuais, candidatos à certificação, e indivíduos aos quais foram concedidos, em caráter não definitivo, os direitos de uso, direto ou indireto, das Marcas registradas CFP™ e Certified Financial Planner™.

“Conflito(s) de interesse(s)” significa as circunstâncias, os relacionamentos ou outros fatos relacionados aos próprios interesses financeiros, operacionais, de propriedade e/ou pessoais do Profissional CFP™ que impedirão, ou poderão de certa forma impedir, o Profissional CFP™ de prestar seu aconselhamento, suas recomendações ou serviços de forma desinteressada.

“Remuneração” significa os ganhos do Profissional CFP™ no desenvolvimento de suas atividades junto aos clientes. Essa deve contemplar todas as fontes e formas, diretas e indiretas, de remuneração do Profissional CFP™, independentemente da denominação utilizada que configurem benefício financeiro, tais como, taxa, comissão, honorários, entre outras.

“Planejamento financeiro pessoal” ou “planejamento financeiro” é o processo que determina se e como um indivíduo pode alcançar seus objetivos financeiros através da gestão adequada de seus recursos.

“Processo de planejamento financeiro pessoal” ou “processo de planejamento financeiro” é o processo que inclui a análise dos dados dos clientes, tais como, os objetivos, perfil de tolerância à risco e avaliação da situação financeira do cliente, para o correto desenvolvimento e monitoramento de recomendações e/ou alternativas de planejamento.

“Áreas de ação do planejamento financeiro pessoal” ou “áreas de ação do planejamento financeiro” indicam os campos de ação básicos cobertos pelo processo de planejamento financeiro, que normalmente devem incluir, mas não se limitam a, preparação e análise da declaração financeira (incluindo análise do fluxo de caixa/planejamento e orçamento), planejamento do investimento (incluindo projeto do portfólio, isto é, distribuição do ativo e gerenciamento do portfólio), planejamento fiscal, planejamento de gastos com educação, gerenciamento de riscos, planejamento de aposentadoria e planejamento sucessório.

“Profissional de planejamento financeiro pessoal” ou “Profissional de planejamento financeiro” indica uma pessoa capaz e qualificada para oferecer conselhos financeiros objetivos, integrados e abrangentes a – ou em benefício de – indivíduos para ajudá-los a atingir seus objetivos financeiros.

Parte I – Princípios

Introdução
Os Princípios do Código expressam o reconhecimento pelos profissionais CFP™ de suas responsabilidades para com o público, clientes, colegas e empregadores. Os princípios
desempenho de seus serviços profissionais.

Princípio 1 – Integridade

Um Profissional CFP™ deve oferecer e proporcionar serviços profissionais com integridade e devem ser considerados por seus clientes como merecedores de total confiança. A principal fonte desta confiança é a integridade pessoal do Profissional CFP™. Ao decidir o que é correto e justo, um Profissional CFP™ deve atuar com integridade como condição essencial. Integridade pressupõe honestidade e sinceridade que não devem estar subordinadas a ganhos e vantagens pessoais. Dentro do princípio da integridade, pode haver uma certa condescendência com relação ao erro inocente e à diferença legítima de opinião; mas a integridade não pode coexistir com o dolo ou subordinação dos próprios princípios. A integridade requer que um Profissional CFP™ observe não apenas o conteúdo, mas também, e fundamentalmente, o espírito deste Código.

Princípio 2 – Objetividade

Um Profissional CFP™ deve ser objetivo na prestação de serviços profissionais aos clientes. Objetividade requer honestidade intelectual e imparcialidade. Trata-se de uma qualidade essencial a qualquer profissional. Independente do serviço particular prestado ou da competência com que um Profissional CFP™ trabalhe, esse deve proteger a integridade do seu trabalho, manter sua objetividade e evitar que a subordinação de seu julgamento viole este Código.

Princípio 3 – Competência

Um Profissional CFP™ deve prestar serviços aos clientes de maneira competente e manter os necessários conhecimentos e habilidades para continuar a fazê-lo nas areas em que estiver envolvido. Só é competente aquele que atinge e mantém um nível adequado de conhecimento e habilidade, aplicando-os na prestação de serviços aos clientes. Competência inclui, também, a sabedoria para reconhecer as suas limitações e as situações em que a consulta a, ou o encaminhamento para, um outro Profissional CFP™ for apropriada. Um Profissional CFP™, em virtude de ter conquistado uma certificação CFP™, é considerado qualificado para praticar planejamento financeiro.
Entretanto, além de assimilar o conhecimento básico exigido e de adquirir a necessária experiência para a certificação, um Profissional CFP™ deve firmar um compromisso de continuação de aprendizagem e aperfeiçoamento profissional.

Princípio 4 – Probidade

Um Profissional CFP™ deve realizar os serviços profissionais de maneira íntegra e justa para os clientes, diretores, sócios e empregadores, devendo revelar conflitos de interesses surgidos durante e/ou em razão da prestação dos serviços.
Probidade requer imparcialidade, honestidade intelectual e a revelação de conflitos de interesses. Envolve uma subordinação dos próprios sentimentos, preconceitos e desejos, de modo a conseguir um equilíbrio adequado dos interesses conflitantes.
Probidade é tratar os outros da mesma maneira que você gostaria de ser tratado e constituí traço essencial de qualquer profissional.

Princípio 5 – Confidencialidade

Um Profissional CFP™ não deve revelar nenhuma informação confidencial do cliente sem o seu específico consentimento, a menos que em resposta a qualquer procedimento judicial, inclusive, mas não limitado a, defender-se contra acusações de má prática de sua parte e/ou em relação a uma disputa civil entre o Profissional CFP™ e o cliente.
Um cliente, ao buscar os serviços de um Profissional CFP™, pode estar interessado em criar um relacionamento de confiança pessoal com o Profissional CFP™. Este tipo de relacionamento só pode ser criado tendo como base o entendimento de que as informações fornecidas ao Profissional CFP™ e/ou outras informações serão confidenciais. Para prestar os serviços eficientemente e proteger a privacidade do cliente, o Profissional CFP™ deve salvaguardar a confidencialidade das informações e o escopo de seu relacionamento com os clientes finais.

Princípio 6 – Profissionalismo

A conduta de um Profissional CFP™ em todas as questões deve refletir zelo e crença na profissão. Devido à importância dos serviços profissionais prestados pelos Profissionais CFP™, há responsabilidades concomitantes de comportamento digno e cortês com todos aqueles que usam seus serviços, profissionais colegas, e aqueles de profissões relacionadas.
Um Profissional CFP™ também tem a obrigação de cooperar com outros Profissionais CFP™ para melhorar a qualidade dos serviços e manter a imagem pública da profissão, em conjunto com outros Profissionais CFP™.
Somente através dos esforços combinados de todos os Profissionais CFP™ em cooperação com outros profissionais, esse objetivo será alcançado.

Princípio 7 – Diligência

Um Profissional CFP™ deve atuar diligentemente na prestação de serviços. Diligência é a prestação de serviços realizada em um prazo adequado ao normalmente demandado para sua execução. Diligência também pressupõe um planejamento adequado e supervisão.

Princípio 8 – Conhecimento do Cliente

Um Profissional CFP™ deve tomar todas as medidas a fim de conhecer os clientes e suas necessidades, devendo especialmente: documentar e confirmar a verdadeira identidade dos clientes com quem mantenha qualquer tipo de relação profissional; documentar e confirmar qualquer informação adicional sobre os clientes; tomar todas as medidas necessárias a fim de que não se realizem operações com pessoas ou entidades cuja identidade não se possam confirmar, cujas informações sejam de difícil obtenção, ou cuja informação fornecida seja falsa ou que contenha incoerência significativa que não se possa verificar, ou que não caiba retificação.

Parte II – Regras

Introdução
Como foi estabelecido na Parte I – Princípios, os Princípios aplicam-se a todos os Profissionais CFP™. No entanto, devido à particular natureza dos campos de atuação de um Profissional CFP™, algumas Regras podem não ser aplicáveis à alguns tipos de serviços. O universo das atividades dos Profissionais CFP™ é múltiplo e um determinado Profissional CFP™ pode estar realizando todos, alguns ou nenhum dos serviços típicos prestados por profissionais de planejamento financeiro.

Regras Relacionadas ao Princípio de Integridade

Regra 101
Um Profissional CFP™ não deve influenciar os clientes através de comunicações ou propagandas falsas ou enganosas:

(a) Propaganda Enganosa: Um Profissional CFP™ não deve fazer uma comunicação falsa ou enganosa sobre o tamanho, escopo ou áreas de competência do Profissional CFP™, ou de qualquer organização com a qual ele esteja associado; e

(b) Atividades Promocionais: Um Profissional CFP™ não deve fazer comunicações materialmente falsas ou enganosas ao público ou criar expectativas injustificadas com relação a questões relacionadas ao planejamento financeiro, ou às atividades profissionais e competência do Profissional CFP™. O termo “Atividades Promocionais” inclui, mas não se limita a, palestras, entrevistas, livros, publicações impressas, seminários, programas de rádio e TV, vídeo-cassete; CD-ROM; DVD; e Internet;

(c) Representação da Autoridade: Um Profissional CFP™ não deve dar a impressão de estar representando as opiniões da Diretoria do IBCPF ou de qualquer outro grupo, a menos que tenha sido autorizado a fazê-lo. As opiniões pessoais devem ser claramente identificadas como tal.

Regra 102
No decorrer das atividades profissionais, um Profissional CFP™ não deve envolver-se em conduta que implique desonestidade, fraude, dolo ou declarações falsas, ou conscientemente fazer uma declaração falsa ou enganosa a um cliente, empregador, empregado, colega profissional, corporação, representante governamental ou qualquer pessoa ou entidade.

Regra 103
Um Profissional CFP™ tem as seguintes responsabilidades com relação aos recursos e
bens de clientes:

(a) Ao exercer a custódia ou administração discricionária de recursos ou outro bem do cliente, um Profissional CFP™ deve agir apenas de acordo com os poderes estabelecidos no instrumento jurídico (mandato, fideicomisso, testamento, etc.); e

(b) Um Profissional CFP™ deve identificar e manter registros completos de todos os recursos e outros ativos do cliente sob sua administração discricionária; e

(c) Após receber recursos ou ativos na qualidade de representante de um cliente, o Profissional CFP™ deve imediatamente entregá-los ao cliente ou a um terceiro que esteja formalmente autorizado pelo cliente para receber. Deverá, ainda, prestar ao cliente relatos completos sobre os recursos ou ativos; e manter controle individualizado dos recursos de seus clientes que se encontram sob sua orientação.

Regras Relacionadas ao Princípio da Objetividade

Regra 201
Um Profissional CFP™ deve exercer julgamento profissional razoável e prudente ao prestar serviços profissionais.

Regra 202
Um especialista em planejamento financeiro deve agir de acordo com o interesse do cliente.

Regras Relacionadas ao Princípio da Competência

Regra 301
Um Profissional CFP™ deve manter-se informado sobre os desenvolvimentos e mudanças no campo do planejamento financeiro e ampliar seus conhecimentos e capacitação técnica durante toda a sua carreira, para melhorar sua competência profissional em todas as áreas nas quais estiver envolvido. Igualmente, um Profissional CFP™ deve satisfazer todas as exigências de educação continuada determinados pelo IBCPF.

Regra 302
Um Profissional CFP™ só deve oferecer conselhos nas áreas em que tenha competência.
Nas áreas em que o Profissional CFP™ não se sentir profissionalmente competente, ele deve buscar o aconselhamento de indivíduos qualificados e/ou encaminhar/indicar tais profissionais ao cliente.

Regras Relacionadas ao Princípio da Probidade.

Regra 401
Ao prestar serviços profissionais, um Profissional CFP™ deve proporcionar ao cliente:

(a) Informações materiais relevantes ao relacionamento profissional, incluindo, mas não limitadas a, conflitos de interesse, alterações na afiliação comercial do Profissional CFP™, endereço, número de telefone, credenciais, qualificações, licenças, estrutura de pagamento e remuneração do serviços, bem como quaisquer relacionamentos seus e/ou da empresa dele decorrentes, e o escopo de sua autoridade;

(b) As informações exigidas por todas as leis aplicáveis à contratação.

Regra 402
Um Planejador Financeiro deve disponibilizar, sempre que possível, a apresentação por escrito de todas as informações materiais relativas ao relacionamento profissional. Em todas as circunstâncias, estas informações devem incluir conflitos de interesse e origem e forma detalhada de sua remuneração. Serão consideradas de acordo com esta regra as apresentações por escrito que incluam as seguintes informações:

(a) Uma declaração da filosofia básica do Profissional CFP™ (ou empresa) ao trabalhar
com seus clientes. A apresentação deve incluir a filosofia, teoria e/ou princípios de
planejamento financeiro que serão utilizados pelo Profissional CFP™;

(b) Currículos resumidos dos diretores e empregados da empresa que pretende prestar serviços de planejamento financeiro ao cliente e uma descrição dos serviços. Estas apresentações devem incluir formação educacional, histórico profissional ou empregatício, certificados e licenças profissionais conquistados e áreas de competência e especialização;

(c) Uma declaração de pagamento que, em detalhe, informe a(s) fonte(s) e quaisquer contingências ou outros aspectos materiais relevantes ao acordo de comissionamento. Qualquer estimativa deve ser claramente identificada como tal, e deve ser baseada em
suposições razoáveis. As gratificações de encaminhamento - se houver - devem ser totalmente informadas;

(d) Uma declaração indicando detalhadamente as fontes e forma de remuneração do
Profissional CFP™ na prestação dos serviços para o cliente;

(e) Uma declaração descrevendo materialidades ou relacionamentos de trabalho que um Profissional CFP™ (ou empresa que trabalha) tem com terceiros envolvidos e as gratificações ou comissões resultantes destes relacionamentos; e

(f) Uma declaração identificando conflito(s) de interesse(s).

Regra 403
Um Profissional CFP™ que realize planejamento financeiro deve informar ao cliente, sempre que possível por escrito, antes de estabelecer com ele relacionamento, outros relacionamentos que, dentro do razoável, possam comprometer sua objetividade ou independência, desde que observadas as exigências de confidencialidade descritas na Regra 501.

Regra 404
Caso se desenvolva(m) conflito(s) de interesse(s) após o início de um relacionamento profissional, se serviços contemplados por esse relacionamento ainda não tiverem sido completados, o Profissional CFP™ deve imediatamente informá-los ao cliente ou às outras pessoas envolvidas.

Regra 405
Independentemente do disposto na Regra 402, os Profissionais CFP™ devem fornecer aos clientes informações sobre os ganhos auferidos e as remunerações pagas por eles oriundos de serviços prestados, anualmente.

Regra 406
O pagamento do Profissional CFP™ deve ser justo e razoável.

Regra 407
Antes de estabelecer relacionamento com um cliente e observadas as exigências de confidencialidade da Regra 501, um Profissional CFP™ deve, sempre que apropriado, apresentar referências que podem incluir recomendações de atuais e/ou ex-clientes.

Regra 408
Quando agir como um consultor, um Profissional CFP™ deve assegurar-se de que o escopo e legitimidade de sua atividade estejam amplamente definidos e adequadamente documentados.

Regra 409
Todos os Profissionais CFP™ devem aderir aos mesmos padrões de informações e serviços, independentemente da instituição para a qual trabalhem.

Regra 410
Um Profissional CFP™ que seja um empregado deve realizar os serviços profissionais com dedicação visando satisfazer demandas e necessidades dos clientes finais e atender os objetivos do empregador, sempre em e de acordo com este Código.

Regra 411
Um Profissional CFP™ deve:
(a) Informar e orientar seu empregador sobre relações externas que tenham alguma chance de comprometer o serviço; e

(b) Avisar oportunamente o empregador e os clientes, a menos que impedido por obrigação contratual, de mudança de emprego ou comunicar, imediatamente, mudanças de status de certificação promovidos pelo IBCPF.

Regra 412
Um Profissional CFP™ que realiza negócios como sócio ou diretor de uma empresa de serviços financeiros deve a seus sócios ou co-proprietários a responsabilidade de agir de boa fé. Isto inclui, mas não se limita, a exposição de informações financeiras relevantes e materiais enquanto estiverem juntos no negócio.

Regra 413
Um Profissional CFP™ só deve participar de uma empresa de planejamento Financeiro como sócio ou diretor, nas hipóteses em que houver sido acordada a exposição mutual de informações relevantes e materiais com relação às credenciais, competência, experiência, licença, situação legal e estabilidade financeira das partes envolvidas.

Regra 414
Ao retirar-se de uma sociedade, um Profissional CFP™ deve fazê-lo observando-se os acordos aplicáveis, devendo ainda, combinar seus interesses comerciais de uma maneira justa e eqüitativa.

Regra 415
Um Profissional CFP™ deve informar a seu empregador, representantes, sócios ou coproprietários, as fontes de receitas adicionais relacionadas a serviços prestados a clientes.

Regra 416
Caso um Profissional CFP™ possa vir a celebrar uma transação de negócios com um cliente, tal transação deverá ser realizada em termos justos e razoáveis para o cliente, sendo que a priori, o Profissional CFP™ deve informar os riscos da transação, conflito(s) de interesse(s), quando houver, e outras informações relevantes necessárias para que o cliente tome a decisão de executá-la, ou não.

Regras Relacionadas ao Princípio da Confidencialidade.

Regra 501
Um Profissional CFP™ não deve revelar – ou usar para seu próprio benefício – sem o consentimento do cliente, qualquer informação identificável concernente ao relacionamento com e do cliente, ou aos negócios do cliente, exceto e na medida em que as informações, ou o seu uso, sejam razoavelmente necessários:

(a) Para estabelecer um relato de aconselhamento ou corretagem, para efetuar uma transação para o cliente; ou

(b) Para cumprir as exigências legais ou de processo legal; ou

(c) Para defender o Profissional CFP™ contra acusações de imperícia; ou

(d) Em conexão com uma disputa entre o Profissional CFP™ e o cliente. Para propósitos desta regra, o uso de informações do cliente é considerado impróprio, cause ou não dano ao cliente.

Regra 502
Um Profissional CFP™ deve manter os mesmos padrões de confidencialidade, tanto para os empregadores quanto para os clientes.

Regra 503
Um Profissional CFP™, realizando negócio como sócio ou diretor de uma empresa de serviços financeiros, deve agir de boa fé. Isto inclui, mas não se limita, a adesão a expectativas de confidencialidade durante a execução do trabalho ou após o seu término.

Regras Relacionadas ao Princípio do Profissionalismo

Regra 601
Um Profissional CFP™ deve usar as Marcas de acordo com as regras e os regulamentos do IBCPF em vigor.

Regra 602
Um Profissional CFP™ deve mostrar respeito por outros profissionais de planejamento financeiro e relacionar-se harmoniosamente com outros grupos de profissionais, envolvendo-se em práticas competitivas justas e honestas, desde que tais relacionamentos não impeçam o cumprimento deste Código.

Regra 603
Profissional (is) CFP™ que tenha(m) conhecimento de que outro(s) Profissional(is) CFP™ cometeu (ram) violação deste Código e que levante suspeita sobre a honestidade, confiabilidade ou adequação desse(s) Profissional (is) CFP™, entre outros aspectos, deve(m) imediatamente comunicar tais fatos para o IBCPF. Esta regra não exige divulgação de informações baseadas em conhecimentos que firam sigilo profissional ou relacionadas à resolução de litígios, nem deverá conflitar com outros Princípios deste Código, inclusive o de Confidencialidade.

Regra 604
Em todas as atividades, o Profissional CFP™ deve realizar serviços de acordo com:

(a) Leis, regras e regulamentos aplicáveis; e a

(b) Regras, regulamentos e políticas estabelecidas pelo IBCPF.

Regra 605
Um Profissional CFP™ não deve se envolver em nenhuma conduta que reflita de maneira adversa em sua integridade ou adequação como um Profissional CFP™, nas Marcas ou na profissão.

Regra 606
Um Profissional CFP™ não deve praticar outros serviços profissionais nem se oferecer para prestá-los, a menos que esteja qualificado e habilitado para tal.

Regra 607
Um Profissional CFP™ deve devolver os registros originais do cliente com presteza, ou logo após sua solicitação.

Regra 608
Um Profissional CFP™ não deve produzir ou ameaçar produzir um procedimento disciplinar sob este Código, ou relatar ou ameaçar relatar informações ao IBCPF, em conformidade com a Regra 603, ou fazer ou ameaçar fazer uso deste Código com propósitos de molestar, ofender maliciosamente, constranger e/ou injustamente pressionar outro Profissional CFP™.

Regra 609
Um Profissional CFP™ deve cumprir todas as exigências, pós-certificação aplicáveis estabelecidas pelo IBCPF, incluindo, mas não limitadas, ao pagamento de anuidade de certificação e devolução de declaração de licenciado, quando solicitado ou obrigatório.

Regras Relacionadas ao Princípio da Diligência

Regra 701
Um Profissional CFP™ deve prestar serviços diligentemente.

Regra 702
Um Profissional CFP™ só deve aceitar um compromisso de trabalho após obter informações suficientes que o satisfaçam, e que:

(a) O relacionamento profissional é justificado pelas necessidades e objetivos do indivíduo; e

(b) O Profissional CFP™ tenha capacidade para prestar os serviços solicitados ou envolver outros profissionais que possam prestar tais serviços.

Regra 703
Um Profissional CFP™ deve fazer e/ou implementar somente recomendações adequadas para o cliente.

Regra 704
Consistente com a natureza e o escopo do compromisso, um Profissional CFP™ deve realizar uma investigação razoável com relação aos produtos financeiros recomendados aos clientes. Tal investigação pode ser feita pelo Profissional CFP™ ou por outros, contanto que se proceda racionalmente e que a qualidade e confiabilidade dessa investigação estejam asseguradas.

Regra 705
Um Profissional CFP™ deve supervisionar adequadamente os subordinados com relação à prestação de serviços de planejamento financeiro e não deve aceitar nem desculpar condutas que violem este Código, agindo sempre de maneira a preservar a sua imagem, a de seus colegas Profissionais CFP™ e às Marcas.

Regras Relacionadas ao Princípio do Conhecimento do Cliente

Regra 801
Um Profissional CFP™ deve proceder de modo a conhecer a identidade de seus potenciais clientes, em conformidade com o estabelecido no Princípio 8 do presente Código. Os procedimentos a serem realizados pelo Profissional CFP™ devem ser orientados no sentido de permitir:

(a) Estabelecer a identidade de cada cliente;

(b) Determinar o tipo de atividade profissional de seu cliente;

(c) Conhecer o caráter e idoneidade do seu cliente, ainda que de modo subjetivo, porém criteriosamente, baseando-se na análise de seus relacionamentos comerciais, tanto atuais como passados e qualquer tipo de relacionamento ou comportamento ao alcance do conhecimento do Profissional CFP™, relevante no âmbito da identificação do cliente.

Regra 802
Consistente com a natureza e o escopo dos serviços a serem prestados, independentes do exposto na Regra 801, um Profissional CFP™ deve realizar uma averiguação razoável para conhecer o cliente. Esta averiguação pode ser feita pelo próprio Profissional CFP™ ou por pessoa ou entidade de sua confiança.

Com vistas a conhecer potenciais clientes, o Profissional CFP™ pode realizar entrevistas, solicitar documentos e referências, podendo praticar atos razoáveis para o perfeito entendimento das atividades desempenhadas pelo potencial cliente e das suas necessidades.